segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Adeus você(s)!

Adeus você, eu hoje vou pro lado de lá. Eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar. Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar!
Cuida do teu, pra que ninguém te jogue no chão. Procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar!
Quero ver você maior, meu bem, pra que nossa vida siga adiante!
Adeus você, não venha mais me negacear. Teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar. Acalma essa tormenta e se aguenta, que eu vou pro meu lugar!
É bom às vezes se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também, pra que minha vida siga adiante...




Decepção, medo, angústia, mágoa, ressentimento, tristeza!

Quantos sentimentos surgem no momento da perda, do fim. A dor de uma relação que se acaba só pode ser avaliada por quem a vive e, principalmente, por quem, apesar de separado, ainda sente alguma porra. Por mais que possamos imaginar como será, não conseguimos avaliar a profundidade do sofrimento quando acontece.

Durante nossa vida, tendemos a desistir muitas vezes de continuar. Isso geralmente acontece quando esperamos atitudes e comportamentos que não acontecem;
Nos sentimos machucados, feridos, decepcionados e dilacerados em nosso simbólico coração, onde guardamos nossos sentimentos mais caros. Quando permitimos que alguém faça parte de nossa vida é porque acreditamos que cuidará de nosso afeto como se fosse dele próprio.

Mas em algum momento parece que tudo se perde, e o diálogo vai ficando cada vez mais difícil, o aborrecimento e a tristeza começam a sobrepor-se à paz e a vontade de estar junto e, a distância emocional se instala. A vontade de estar junto, nesse caso, ainda existe. Incrível como, mesmo após tudo que aconteceu, eu ainda consigo ser tão idiota a ponto de querer estar ao lado de vocês. Deve ser só saudade, e essa saudade eu sei como matar.

E quando a noite chega, sem TV, rádio, jornal, e-mails, celular, faculdade, pessoas ou o que quer que possa fazer com que não pense ou contribua para fugir do que sente e você se recolhe no silêncio do seu quarto, talvez os pensamentos invadam sua mente e o farão lembrar e refletir o que aconteceu. E perceber que o que aconteceu, aconteceu da melhor forma possível.

Percebo que a dor é inevitável, mas o sofrimento, meu amigo... O sofrimento é opcional. E é claro que eu não vou optar por sofrer.

Quem não escuta "cuidado", escuta "coitado".
Escrevo numa noite seca e triste. Escrevo pra espantar a solidão dos meus pensamentos. Solidão nunca combinou comigo, mesmo. Escrevo com essa dor estranha que toda vez me parece maior que da última que senti. Escrevo sabendo que não fui pra você o que você foi pra mim e que não dói em você como dói em mim. Escrevo pra externar todo o caos que se instalou aqui dentro desde o primeiro dia que te vi na quadra. Escrevo pra tirar do meu peito esse azedume, e quem sabe, encontrar alguém pra tratar da minha dor com respeito. Escrevo muito e escrevo toda hora, na tentativa boba de esvaziar o baú de mágoas que eu carrego. Poderia escrever um turbilhão de palavras por segundo, só com o que eu tenho de raiva, tristeza, angústia, indecisão, arrependimento... Escrevo pra não guardar só pra mim aquilo que todo mundo já sabe, e você parece não entender.

domingo, 7 de novembro de 2010

Perder um amigo

Perder um amigo, é perder um abrigo. Sair pelas noites, caindo nos bares. É como sumir de uma hora pra outra o seu crucifixo, a fé de rezar. É sentir-se mal onde não há ninguém, nenhum que te veja, e te faça sentar. É prender o sangue, para estancar chorar. É enterrar os dedos bem dentro dos olhos e chorar aos molhos até se molhar. (Como eu fiz ontem não só por ela, mas por você também.)
Perder um amigo é subir a ponte e ouvir do precipício um chamado no ouvido, sentir calafrio. É passar as noites do jeito noturno, é abrir os retratos e lhe ver em tudo ou parte da vida que não faz sentido. Antes do meu choro, choro pelo meu amigo!
Perder um amigo é a gota mais lenta, quando se pensava que ainda tinha dentro. É olhar-se nos outros, a referência perdida, é como esquecer-se da roupa, da vida, e entregar-se posto, diante de todo mal.
Perder um amigo é perder coragem e virar, covarde, as costas pro mar.
Perder um amigo é caminhar ao léu, é doer a cabeça, e não ter um remédio, de não mais ter fim, nunca melhorar. É a necessidade de um psicanalista.
Perder um amigo é passar em revista à frente dos túmulos, diante da saudade. Perder um amigo é ir antes da idade.
Perder um amigo é perder o horário, é querer no íntimo, nunca mais acordar. Perder um amigo é a dor mais sentida, é contar por dia umas mil recaídas. É perder a última gota de sangue do corpo. Perder um amigo é baixar num hospital.





Ontem eu perdi um amigo. Mas quando se vai desta forma é bem melhor pra mim. Eu costumava dizer "Antes mal acompanhado, do que só". Começo a mudar de idéia.
Quero agora só os amigos de verdade. Os com quem eu possa dar altas risadas, possa considerar muito, possa contar meus maiores segredos. Os que sei que sempre estarão comigo, saibam medir o valor da verdadeira amizade. Os que estejam comigo nos bons momentos e nos momentos ruins também. Os que eu não vou querer me separar nunca. Os que fizerem, ano após ano, os melhores anos da minha vida.

You never saw Sofia again!


Sinceramente, não sei o que é pior: Conseguir o que deseja ou não conseguir. Definitivamente, tirei apenas uma conclusão de tudo isso: Cuidado com o que você deseja!
Quando estava no ensino médio, na Escola Rakel Rechuem, fizemos um passeio cultural para observamos arte em um daqueles famosos centros culturais lá do Rio. Quando passei por uma estátua de mármore de uma grega fiquei extasiado. Ela era linda, a forma feminina perfeita, traços bem definidos, maravilhosa. Não consegui tirar os olhos dela. Finalmente, a professora nos chamou e, ao passar por ela, notei no lado dessa deusa grega todas aquelas rachaduras, lascas, Imperfeições. Estragou tudo para mim! Bem, ela é assim. Como disse Alfie: "Um monumento danificado. Com defeitos que você não percebe até chegar perto demais."
Pra ela eu dei minha nota máxima: 9,5. E quem diria que, de todas as mulheres que eu conheço, aquela pra quem eu abri a guarda é quem me dá o fora, por assim dizer.
Eu perguntei ao Bruno qual era a chance de uma coisas dessas acontecer logo comigo. "Remota", ele respondeu. Vou começar a dar mais crédito às pequenas probabilidades.
No final das contas eu tava certo. Nada era verdade... "Às vezes tudo é lindo, às vezes tudo engana". Li isso em algum lugar uma vez.
Agora eu vou contar com a minha capacidade de me recuperar depois de uma decepção ou perda. Minha capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicológico.
Meu erro foi querer ser ostentoso demais, querer atrair pra mim toda aquela atenção que eu sempre tive. Uma "arrumadinha na gravata" e um sorriso malicioso sempre foram o suficiente pra eu conseguir qualquer coisa, mas não pensei que toda essa ostentação fosse me levar aonde me levou. A estátua que eu carregava caiu e quebrou.
Na verdade eu só quero voltar à minha vida simples... Sair com pessoas que não significam nada pra mim. Eu estava sempre bem, quando era assim.
Vou mirar alto, mudar o foco, o assunto, os lugares, os hábitos. Nada de corredor de artes, nada de refeitório, nada de ídas ao centro. Nada!
Eu devia ter seguido um dos poucos conselhos que meu pai me deu até hoje: "Filho, quando ver uma mulher muito bonita, saiba que, no minimo, uns dez ja fizeram sexo com ela!". Se eu encarasse as coisas dessa forma, com certeza não estaria nessa situação agora.
Descobri também que todo mundo tem prazo de validade. Infelizmente esse tipo de produto não vem com essa data impressa no rótulo, como num pacote de biscoito. E quando esse prazo vence, vêm os problemas. Os problemas que mais me preocupam são aqueles que me pegam desprevenido, num sábado à noite, por exemplo. Esses sim, me derrubam com facilidade.
O que me conforta é achar que seu corpo já fez uma promessa, mesmo que não diga nada. Mesmo que você viva em meio à pessoas que privilegiam o apenas o transitório, o passageiro, há coisas, pequenas coisas, pequenos retalhos de lembranças que marcam. Tem pequenas coisas que marcam, nossa memória adora detalhes. Nós fomos feitos de pequenos detalhes que não se sustentaram. Se a base não é forte, o corpo não sustenta.
Felizmente agora vão acabar os pequenos detalhes, as promessas vãs, as palavras vazias, os atos, papos e textos dissimulados, as cobranças, as preocupações... E, aí sim, vai tudo voltar ao normal.
Contagem regressiva, por favor!



"Um dia aquele cara legal, sincero, honesto e apaixonado, se encheu de tanto engolir sapo e tomar na cabeça, desencanou da 'princesa' e começou a se divertir na plebe!"

Fatalmente

Passei a vida inteira procurando alguém como você. nunca imaginei que um dia eu fosse me arrepender! Você tão linda assim, não passava essa imagem para mim. Achei que nossa história nunca pudesse chegar ao fim, mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus. Vacilou, terminou, e o culpado não fui eu!
Me entreguei de corpo inteiro e mesmo assim você quis outro alguém, o que aconteceu comigo eu não desejo pra mais ninguém! Eu sei que um dia você vai chegar pedindo pra voltar... Sinto muito, é tarde, fatalmente terá outra em seu lugar!
Mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus! Vacilou, terminou, e o culpado não foi eu! Mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus! Vacilou, terminou, por que isso aconteceu?

sábado, 6 de novembro de 2010

Cuidar de mim

Minha cabeça bem confusa, só de ver ela passar, só de ver ela sem mim. Ainda usa a mesma blusa, com o broche que eu lhe dei, combinando com o colar.
Eu fico imaginando coisas, me pego imaginando coisas...
Lembranças de um tempo bom, que a gente se amava em paz. Que pena que eu vacilei, agora que não dá mais você não me deu perdão... Não tem problema!
Espero que esteja bem, feliz como eu fui feliz. O tempo é quem vai dizer, a vida quem quis assim. Não sou capaz de entender, como saí de cena... Não dá pra mim!
Eu vou voar, melhor assim...

Gosta de mentir? Gosto de ser enganado!

Ela mente que nem sente, é muito nova, ela não tá nem aí! Se acha esperta, é vaidosa e simplesmente só quer se divertir. Pra ela não importa se o time ganhou ou perdeu, passeia pela noite com o novo cara que conheceu. Ela me diz todos os dias que eu vou ser sempre o seu grande amor, me manda esperar quando a nossa história não acabou...
Se ela gosta de mentir eu gosto de ser enganado...
Agora é tarde, já não somos mais tão inocentes por deixar pra trás o que passou. Tentei ser como eles, todos tão iguais, mas todo mundo ama alguém a mais ou nunca amou. Ainda pode me salvar, se eu não conseguir.
Use tudo e todos que você quiser, prove que o amor é pra quem não sabe o que quer, nem como eu sou! Meu bem, me fez tão mal, transformou meu tango, nesse carnaval que já passou...
Eu sei, você esqueceu de lembrar, de tentar, de voltar, de mudar, de ficar, de sonhar... Eu sei, você esqueceu como amar! Eu sei, você esqueceu, veja o que aconteceu...

Novo amor

A luz apaga porque já raiou o dia e a fantasia vai voltar pro barracão. Outra ilusão desaparece quarta-feira, queira ou não queira terminou o carnaval! Mas não faz mal, não é o fim da batucada e a madrugada vem trazer meu novo amor. Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro, come o couro no terreiro porque o choro começou.
A gente ri, a gente chora e joga fora o que passou. A gente ri, a gente chora e comemora o novo amor.