domingo, 3 de outubro de 2010
Dinheiro?
Quero o suficiente pra cobrir minhas despesas. Não pretendo ser o cadáver mais rico do cemitério...
Quer um conselho?
Nunca se envolva com uma mãe solteira, elas vem com acessórios... E alguns deles podem ser irresistíveis!
domingo, 26 de setembro de 2010
Entende o que quero dizer?
Eu avisei a todas elas desde o início, sempre disse frases como:
- Querida eu preciso lhe avisar, eu tenho um carimbo invisível escrito “Cuidado”
Não quero compromisso, nunca me casarei...
Apesar dos meus melhores esforços, estou sentindo pequenas rachaduras na minha capa de proteção...
Quando reavalio a minha pequena vida e todas as mulheres que conheci, não consigo evitar de pensar em tudo o que elas fizeram por mim e no pouco que fiz por elas, como elas cuidaram de mim, se preocuparam comigo e em troca, eu nunca retrebuí o favor...
É... e eu que pensava que era eu quem me saía melhor no acordo... O que eu ganhei? Sério?! Tenho algum dinheiro no bolso, umas roupas legais, um carro maneiro à disposição e sou solteiro... É... sem compromisso, livre como um pássaro...
Não dependo de ninguém, ninguém depende de mim, a vida é totalmente minha... Mas não tenho paz de espírito... E se você não tem isso, não tem nada...Então qual é a resposta? É o que eu vivo me perguntando. O que é o mais importante? Entende o que quero dizer?
Tanta saudade...
Era tanta saudade, é pra matar. Eu fiquei até doente, menina. Se eu ficar na saudade, é, deixa estar. Saudade mata a gente, menina. Quis saber o que é o desejo, de onde ele vem. Fui até o centro da Terra, e é mais além. Procurei uma saída, o amor não tem. Estava ficando louco. Louco de querer bem!
Mas restou a saudade, é pra ficar. Ah! Eu encarei de frente, menina! Se eu ficar na saudade, e deixar... Saudade engole a gente, menina!
Quis chegar até o limite de uma paixão, baldear o oceano com a minha mão, encontrar o sal da vida e a solidão. Esgotar o apetite, todo o apetite do coração...
Ah, amor! Miragem minha. Minha linha do horizonte, é monte atrás de monte, é monte. A fonte nunca mais que seca. Ai, saudade! Ainda sou moço, aquele poço não tem fundo. É mundo e dentro um mundo e dentro... É um mundo que me leva...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Libertine
| Libertinagem é todo ato em que o indivÍduo pratica em sua ação descontroladamente sem senso crítico da realidade. Vive nos prazeres e delícias de tudo aquilo que o mundo pode oferecer. | ||
| O homem libertino busca fazer as coisas ao seu bel-prazer e gostos de maneira desordenada. | ||
Minha Baby de Babylon
Todo povo tem sua versão do paraíso. Eu tenho também, só que lá se chega vivo; sem precisar senha, sem ter que entrar na fila... É só se concentrar e pegar a vibração!
Tudo mundo quer um sorriso, um abrigo... Homem e mulher, um abraço, um peito amigo; sem precisar senha, sem ter que entrar na fila... É só se concentrar e pegar a vibração!
Fecho os olhos e nos vejo iluminados de neon, sob um céu alaranjado de uma ca na Babylon. Baby de Babylon.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Blecaute
Na escuridão de seu quarto, Claudio acorda assustado.
- Caralho, Ana! Tive um sonho muito estranho!
Ainda de olhos fechados, sua mulher tenta acalma-lo.
- Calma amor, volta a dormir! Foi só um pesadelo... - Ela abre os olhos, afasta as cortinas e percebe que ainda tá escuro lá fora. Tão escuro que ela nem quis se levantar pra olhar o quintal. - Daqui a pouco amanhece e você tem que ir trabalhar!
- É, mas foi muito estranho!
- Hmm... Me conta, sonhou de novo que eu te traía?...
- Não, dessa vez foi diferente... Sonhei... que a luz acabava.
- hahaha. Deixa de besteira, eu paguei a conta ontem.
- Não. Eu tô falando de todo tipo de luz. Solar, elétrica... Como se alguém desligasse o disjuntor do universo!
- Besteira, aposto que Deus também paga a conta de luz! - Ela ri.
Ele responde com um sorriso abafado e a abraça, pronto pra voltar a dormir, antes que o despertador toque.
- Tudo bem, vamos dormir... Mas vê as horas pra mim, por favor?
Seguiu-se um longo silencio e, já impaciente, ele cutuca sua mulher e volta a perguntar:
- Ana, as horas?
Ela se senta na cama, fecha as cortinas novamente e responde.
- Onze e onze...
- Ainda? - Ele pergunta, sem acreditar que só estava dormindo há pouco mais de uma hora.
- Da manhã! - Ela responde.
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