domingo, 27 de junho de 2010

Meus bons amigos


Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos quero saber! Cada um fez sua vida de forma diferente. Às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades. Todas as vertigens, crueldades. Sobre nossos ombros aprendemos a carregar toda a vontade que faz vingar no bem que fez pra mim. Me fez feliz, assim...
O amor sem fim não esconde o medo de ser completo e imperfeito.

Aos bons amigos


Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril

sábado, 26 de junho de 2010

Handebol, o esporte em boas mãos.


Quase ninguém entende o que é amar o HANDEBOL. Quase ninguém entende a felicidade que é executar com sucesso uma jogada nova; quase ninguém entende que apesar das dores, do cansaço, vem uma força de dentro que nos ajuda a continuar; quase ninguém entende o choro, a mágoa após uma derrota de um time unido... Amigos, companheiros pra toda hora que, juntos, olham pra um mesmo objetivo lá na frente. Quase ninguém entende a magia, a vibração e a vida... A vontade de crescer e de nos mostrarmos capazes de superar; quase ninguém entende o nervoso antes de entrar na quadra, o friozinho na barriga, a força do grito de guerra e a energia que ali nos envolve; quase ninguém entende o abraço de um companheiro e o conforto que ele pode transmitir, quase ninguém entende o olhar de um técnico e a confiança que você pode sentir nele... Quase ninguém entende o que é abrir mão do divertimento, dos passeios para se dedicar a uma rotina de treinos, jogos e viagens... Quase ninguém entende que isso acaba sendo a nossa diversão!

Be there!

Imagine algo que ninguém nunca imaginou, convoque aqueles que querem fugir do comum, transforme o lugar no cenário perfeito... E aí você poderá dizer: "Eu estava lá!"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Volta? Volto!


Há tempos que eu venho buscando, em vão, inspiração pra escrever alguma coisa decente. Incrível como, quando as coisas vão mal, o escritor dentro de mim – se é que há algum – aflora. Nesse meio tempo de escassez literária eu passei por poucas e boas, muito ruins, pra falar a verdade. Eu queria ter uma válvula de escape, um mecanismo de defesa automático pra fugir desses vai-vens da sorte, que me levam num instante do salão mais iluminado de Paris ao calabouço mais profundo, escondido nos confins dos meus mais sombrios pesadelos. Aprendi uma vez que o segredo é ter fé e esperar e que pequenas atitudes geram grandes mudanças. Infelizmente, sou bem melhor com palavras do que com atitudes.

Helder Garóti.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Simplesmente, pacientemente.



Simplesmente, posso esperar aqui por você, uma eternidade, uma tarde inteira. Simplesmente, posso encontrar qualquer distração, ruas da cidade, restos de uma feira. Tomo um atalho no lago só pra te perder enquanto olho os aviões. Nada tremeu no ar, eu não vi nenhum sinal. Simplesmente, eu posso esperar. Simplesmente, posso esquecer da guerra ou da paz uma eternidade, uma tarde inteira. Calmamente, posso contar as nuvens no céu, rostos na vidraça, flores nessa praça. Desço a Consolação só pra coincidir. Leio manchetes por aí... Nada tremeu no ar, eu não vi nenhum sinal... Mesmo assim eu posso esperar! Até deixar um recado na tarde, uma simples saudade que você vai sentir quando sentar-se a mesa, uma simples certeza, que agora é você quem espera por mim.

Voz no ouvido


Tava esperando um telefonema teu, tava precisando de uma voz no meu ouvido. Tava imaginando teu olhar mirando o meu, tava desejando um beijo em teu umbigo. Tá legal... falei o que não devia, me dei mal, mas amanheceu um novo dia! Já esqueci, pensei em ti, decidi: Tô aqui esperando pra ver se você vem...
Deixa de lado essa tristeza, beija, afasta esse tormento. Deita nesse amor desarrumado, chega de perder tanto tempo!

Quase amor


Que poder é esse e o que é que eu fiz? Que desejo é esse que eu sempre quis? Fez-se paraíso dentro de mim, mas choveu granizo no meu jardim. Era um quase amor, tipo casual. Atravessa a dor, não fica mal e eu fui condenado sem ter juiz. Me senti culpado de tão feliz...
Um físico desafiou: "Como que o sentimento pode o tempo atravessar?"
Um cínico dissimulou: "Isso vai passar..."
Um místico profetizou: "Tava no seu caminho, escrito, e não se apagará!"
Um lírico poetizou: "Dá pra ver no ar!"
Isso é pra usar, é de sinceridade. Eu morro de pensar, fico na vontade... Mas se o que você diz já não é verdade, que maldade...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sou você


Mar sob o céu, cidade na luz, mundo meu, canção que eu compus... Mudou tudo, agora é você! A minha voz que era da amplidão do universo, da multidão, hoje canta só por você! Minha mulher, meu amor, meu lugar, antes de você chegar era tudo saudade. Meu canto mudo no ar faz do seu nome, hoje, o céu da cidade. Lua no mar, estrelas no chão, aos seus pés, entre as suas mãos, tudo quer alcançar você! Levanta o sol do meu coração, já não vivo, nem morro em vão... Sou mais eu, porque sou você!

That simple!


Tudo o que eu falo, que eu ouço, que eu vejo, que eu faço, que eu sinto, me lembra você! Confesso que já revoltei, mas eu perco o meu chão se penso em tentar te esquecer. Não que eu esteja sofrendo mas, pelo contrário, é que você me faz tão bem... Mesmo com essa distância, a sua lembrança tem a importância que tem!
Pense em Jobim sem piano, bossa sem Vinícius: mais ou menos eu sem você! Como se o Sol parasse de dar luz pra Lua, Deus me livre de acontecer! Eu sei, tô sendo persistente, intrépito, ousado e meio folgado, talvez... Mas tô te dando a chance de ter um romance que nem o Drummond mesmo fez!