- Paulo Leminski
sábado, 4 de dezembro de 2010
Ela parou, olhou, sorriu...
Olhos grandes e marcantes, lábios carnudos e marcados. Seios fartos e postura de quem não quer ninguém por perto. E era, de fato, difícil ver alguém por perto. Odeio pessoas que tem como auto-defesa o recolhimento, a timidez, beirando o autismo. Mas quando eu quero, eu quero agora e até conseguir. Não como um desejo barato, mas como um desejo que me faz dar até a última cartada. Mas com pessoas assim, nós nunca sabemos o que podemos esperar... E eu, mais uma vez, tive que chegar perto demais, pra perceber que ela era igual a todas.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
fazer uma tatoo
fugir de casa
pular de bung jump
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnesia alcoolica
ter um diário secreto
ir numa formatura de short e chinelo
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Pulsos
E um dia se atreveu a olhar pro alto, tinha um céu mas não era azul. No cansaço de tentar, quis desistir... Se é coragem eu não sei! E um dia desistiu, quis terminar. Só mais um gole, duas linhas horizontais. Sem a menor pressa, calculadamente... Depois do erro, a redenção!
Tenta achar que não é assim tão mal, exercita a paciência. Guarda os pulsos pro final: Saída de emergência!
A inutilidade é a arma da utilidade.
Ser inútil é uma arte, a arte da inutilidade é baseada em todos os fatos e acontecimentos do dia-a-dia.
Se você não é inútil (ainda), baseie-se em pessoas que não prestam ou não valem nada.
A inutilidade é a arma da utilidade.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Se você não se entrega com todas as forças àquilo que quer, não pode reclamar se deixar passar a chance de consegui-lo. Eu, particularmente, prefiro pecar pelo excesso do que pela falta. Prefiro correr demais, chorar demais, comer demais, beber demais, beijar demais, abraçar demais, amar demais, do que fazer tudo de menos e não poder voltar atrás pra dar mais valor. Tem gente que não se dá conta do tempo passando, das chances sendo desperdiçadas, dos momentos bons que poderiam ter sido compartilhados com apenas um gesto ou uma palavra. Tem gente que não sabe o que quer.
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